segunda-feira, 30 de junho de 2008

E palavras que leio,
De meu amor em outros tempos,
E sabendo que não sabia,
Sei que a amava em todos os momentos.
E se em versos com rima hoje falo,
Sei que por anos fiquei parado olhando,
E sorrisos, e abraços,
E eu alí, apenas admirando.
Milhares de palavras hoje,
Tento dizer tudo o que sinto,
Mas sei que embora me esforçe,
Sei que sinto, e sinto e apenas sinto.
Ela me ama, e sei disso,
A dona de tais palavras abaixo,
Que em momentos, que sei, escreveu,
E hoje, a esse amor sou totalmente submisso,
Quem sou eu? Não precisa de respostas,
Estou aí, em cada palavra,
Cada frase, cada vírgula,
Que meu amor escreveu.
E sei que chamo, clamo,
E vivo, e sorrio hoje,
Por poder todos os dias,
Dizer a ela que a amo.
E meus versos não são medidos,
E minhas palavras não são vazias,
E minha vida agora é ela,
E sempre ela, em todos os meus dias.
Então leia, leia cada palavra que ela escreveu,
E me encontrará nelas,
Pois ela mesmo sem saber estar sentindo,
Escrevia,
E eu a observava, sorrindo.